onlinecasinologin -Apesar das pressões do União Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu manter Dani

Lula garante peronlinecasinologin -manência de Daniela no Turismo

Apesar das pressões do União Brasil,onlinecasinologin - o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu manter Daniela Carneiro como ministra do Turismo por enquanto. A informação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação (Secom). No entanto, sua permanência no cargo não é garantida a médio prazo. 

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Parte do União Brasil deseja Celso Sabino (União-PA) como ministro, já que ele foi eleito deputado pela legenda. A agremiação também almeja o controle da Embratur, hoje sob o comando de Marcelo Freixo (PT).

Outra ala do partido, além de almejar cargos no governo, também pede que os Correios sejam passados para alguém indicado pelo grupo. Todos os pedidos tinham como contrapartida não a adesão firme da bancada à base governista, mas a não oposição frontal ao Planalto.

Daniela é casada com Waguinho, prefeito de Belford Roxo (RJ) pelo Republicanos. Os dois apoiaram Lula em 2022, atuando na Baixada Fluminense.

Lula se reuniu com o casal antes de anunciar a permanência da ministra. Um dos pontos debatidos foi a possibilidade de levar o Republicanos para a base do governo e, assim, dar mais apoio à ministra. Há a percepção de que, embora o nome de Daniela represente uma força política aliada ao governo em uma região bolsonarista, ele é insustentável a médio prazo caso não tenha apoio parlamentar. 

Daniela pediu desfiliação do União Brasil em 2023, alegando que o presidente do partido, Luciano Bivar, era autoritário no controle de diretórios locais, incluindo o fluminense. A questão está sendo julgada pela Justiça Eleitoral, pois a ministra quer sair do partido sem perder seu mandato de deputada federal. A intenção declarada de Daniela de abandonar o partido intensificou as exigências do União Brasil para que Lula a substituísse. 

Crise interna

Além do Turismo, o União Brasil comanda os ministérios das Comunicações e da Integração e Desenvolvimento Regional. O primeiro é liderado por Juscelino Filho (MA) e o segundo por Waldez Góes, do Amapá (PDT), indicado pelo União Brasil. Desde o início do governo Lula, a liderança do partido afirma que a presença na Esplanada não garante apoio à agenda do governo no Congresso.

"Não fazemos parte do governo Lula. Vamos votar com o governo no que for de interesse do Brasil", disse Bivar em dezembro de 2022, quando a presença da legenda entre os ministérios já era certa.

As dificuldades do Planalto com o União Brasil são evidentes em votações importantes no Congresso, como as do marco do saneamento e do marco temporal. No segundo caso, apesar da orientação do governo em votar contra a tese que limita direitos territoriais de povos indígenas, 48 deputados da legenda (96% do total) apoiaram o projeto.

Desunião

A proximidade dos Carneiro com Lula diverge da maior parte dos integrantes do União Brasil, partido formado em 2022 pela fusão do Democratas (herdeiro da Arena) e do PSL (partido pelo qual Bolsonaro foi eleito).

O PSL perdeu muitos parlamentares após a saída de Bolsonaro e devido a disputas pelo controle do partido com Bivar. O Democratas também estava passando por um processo de desgaste, com nomes importantes abandonando a legenda, como Rodrigo Maia.

Ao longo de 2021 e início de 2022, o partido foi procurado pelo PSDB e pelo MDB na tentativa de construir uma candidatura única para as eleições presidenciais. Até mesmo Sérgio Moro foi cogitado como presidenciável da legenda, mas ele acabou se candidatando ao Senado após ter seu nome vetado por integrantes do Democratas.

O União Brasil deixou as negociações com o MDB e PSDB e lançou a senadora Soraya Thronicke como candidata à Presidência. No segundo turno, não declarou apoio a nenhum dos candidatos. 

Atualmente, a bancada do União Brasil afirma que não foi consultada sobre as indicações para ministérios. Deputados da legenda alegam, por exemplo, que Waldez Góes, ministro da Integração Regional, é indicado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e não pelo partido. 

As indicações aos ministérios envolvem também a disputa entre Planalto e Congresso, especialmente com Arthur Lira (PP-AL). Celso Sabino, cotado para substituir Daniela, se associou com a campanha de Bolsonaro em 2018, o que causou constrangimentos ao PSDB, sigla à qual pertencia. Uma vez no União Brasil, se tornou um deputados mais próximos de Lira: presidiu a Comissão Mista do Orçamento de 2022 e foi cotado até para presidir a CPMI do 8 de Janeiro.

Diante deste cenário, Waguinho afirmou que a família estaria pagando o preço político de ter apoiado Lula, e que a substituição que não chegou a ocorrer seria trocar ""a [deputada federal] mais votada do Rio de Janeiro"" por um ""homem bolsonarista", também já qualificado por ele como "frouxo" e "machista".

Edição: Thalita Pires


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